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Candidatos registram BO após defeitos em provas e concurso federal é anulado

prova objetiva do concurso federal para auditor fiscal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) foi anulada depois que candidatos tiveram problemas com provas repetidas ou páginas a menos. O problema aconteceu em Teresina e em diversas cidades onde o certame acontecia. A Escola de Administração Fazendária (Esaf), organizadora do concurso, informou que novas provas objetivas serão aplicadas na data provável de 17 de dezembro de 2017.

 O concurso aconteceu simultaneamente em todas as capitais do Brasil. São ofertadas 300 vagas para o cargo de auditor fiscal federal agropecuário – médico veterinário, distribuídas para todo o território nacional. Mais de 19 mil pessoas se inscreveram para o concurso. O salário inicial é de R$ 14.584,71.

A  fiscal estadual agropecuária Elaine Cristina Dantas relata problemas na prova.

A fiscal estadual agropecuária Elaine Cristina Dantas contou que dois dos quatro cadernos de questões preparados para o concurso apresentaram problemas. Alguns candidatos receberam duas provas de língua estrangeira, enquanto deviam receber apenas uma. Outras tinham questões a menos, com numeração errada ou menos com páginas trocadas.

Ainda segundo Elaine, a organização do concurso decidiu que os candidatos com cadernos defeituosos poderiam trocá-lo entre si as páginas que faltavam, enquanto os demais continuariam a responder a prova normalmente. “Os candidatos começaram a trocar as folhas, algumas já estavam riscadas, e a comentas as questões”, relata Eliane.

A última solução apresentada pela organização do concurso foi pedir que dois fiscais saissem do local para fazer novas cópias dos cadernos de questões que faltavam. Insatisfeitos, dezenas de candidatos deixaram o local da prova,

 Candidatos lotam delegacia para registrar boletim de ocorrências.

Três horas após o horário oficial de início do concurso, os fiscais voltaram ao colégio com as cópias. “A prova teve de sair do local de prova para ser xerocada em pleno domingo”, reclamou a médica veterinária Cleide Selma Alves, que viajou de Tutóia (MA) concorrer a vaga. Para ela, o concurso está viciado. “O que sair de resultado não tem validade”.

F: G1

2017-11-28T19:22:19+00:00